Liniker sozinha e muito bem acompanhada

Liniker é uma ótima cantora, mas cantando um repertório que não faz jus ao seu potencial. Os discos com os são enfadonhos. Em seu primeiro álbum solo, Indigo Borboleta Anil, ela quase chega lá. Em onze composições autorais (a maioria com parcerias), Liniker solta a voz, saí do intimismo, seguindo a linha do soul brasileiro, que faz jus ao patronímico pelas mais de cinco décadas que aportou no país.

As composições são desniveladas, tem algumas boas, outras medianas, nenhuma realmente ruim. São enriquecidas pelos acompanhamento, parte por uma orquestra, a Jazz Sinfônica, regida por Ruriá Duprat. Pena que tenha pouco da Orquestra Rumpilezz, do maestro Letieres Leite. A Rumpilezz não decola em discos solo, mas acompanhando é perfeita, como faz aqui na faixa Antes de Tudo, num caliente suingue latino, com a dose exata de jazz.

Liniker está também além de bem assessorado em acompanhantes, quanto em convidados. Milton Nascimento, Tássia Reis, Tulipa Ruiz, Curumin. Uma das melhores faixas é Lalange, com participação de Milton Nascimento. Destaque também para Baby95, um pagode que se desvia da mesmice harmônica e de arranjos do subgênero.Um álbum que vai se tornando interessante a que medida que vai se desenvolvendo. Liniker soa muito mais afirmativo e seguro dos que em discos anteriores.

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