Kraftwerk à moda latina para aliviar a barra

A primavera começa nesta terça-feira, 21 de setembro, mas o clima continua pesado, assim vamos de amenidades. De Kraftwerk, o grupo alemão que leva diversão a sério, no sentido estrito de “sério”. Tão sério que teve um de seus maiores sucesso, Das Model, transformado num hit do tecnobrega paraense, rebatizado de Bole e Rebole, e gravado por quase toda a cena do Pará na época, a primeira gravação da versão é da banda Los Bregas, de 2016. Mas há piores que esta. Nisto de piorar uma canção o limite é o infinito.

É como se a sisudez do Kraftwerk incitasse músicos a mexer com a música dos alemães, até por alemães, como fez Uwe Schmidt, no disco Señor Coconut y Su Conjunto. Em 1999, ele dedicou um álbum inteiro ao repertório do Kraftwerk, com roupagem latina. Transeurope Express e Autobahn têm levadas de cumbia, Home Computer e Tour de France passaram a merengues, enquanto The Robots e Neon Lights ondulam ao balanço do cha-cha-cha, e por aí vai. Teve um relativo sucesso, inclusive no Brasil, com resenha na Folha de São Paulo, e citações em vários blogs e sites.

Só tive coragem de escutar o bicho, nesta pandemia. Um disco miojo: não é ruim, mas também não é bom. Seu Coco e seu Conjunto é divertido. Mas a capa não tem perdão. É pior do que a versão de Das Model ao estilo paraense.

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