Felipe S lança disco inspirado nestes tempos nublados

Felipe S, da Mombojó, lançou nesta sexta-feira, 8 de outubro, nas plataformas digitais Espelhos, segundo álbum solo, gravado  no estúdio Trampolim, em São Paulo, entre janeiro de 2018 e julho de 2919 (terá versão física pela Zenyatta Records). Foi criado, pois, num clima pesado de polarização política no país, e teve lançamento adiado por conta da pandemia, as oito canções (de 13 gravadas), portanto, refletem estes dois episódios.

Ambos  causaram reações diversas nas pessoas, em Felipe S foi levado à reflexão. O disco abre com sons de respiração, a introdução de Umbigo Digital (parceria com Cristiano Lenhardt), e participação da cantora Juçara Marçal, incitamento a insurreição à inteligência artificial: “Não atualize o seu sistema/não aceite a nova versão/compactaram a minha vida num algoritmo frágil e é tarde demais”.  Canção seguinte aborda mais uma vez o tema. Onde termina o humano e começa a máquina? Caímos de cabeça no futuro e não anos avisaram. A Hanson Robits, em 2017, construiu um andróide, Sofia, difícil de se distinguir de uma humana. Foi dotada de 62 expressões faciais, já participou de debate nas Nações Unidas, e ganhou nacionalidade da Arábia Saudita.

Mas Espelho não é um disco conceitual versando sobre a humanidade versus robôs. Nem tão introspectivo. Violento Monumento, uma das melhores faixas do álbum, evoca a violência que paira no ar, começa discursivo, de repente, irrompe uma levada de maracatu de baque solto, com o final thrash metal. Emenda com Atlântico Várzea, em que ele e Otto (parceiro na música) retomam viagens de outrora no busão, percorrendo um itinerário em que a linha mestra vai da Várzea, subúrbio recifense, em que Otto morou, e Jardim Atlântico, bairro olindense, em que viveu Felipe S. Do maracatu para um reggae. A contraposição entre o passado, que geralmente só traz de volta momentos felizes, e os tristes tempos atuais.

Mas também há canções que se referem a relações pessoais, no caso, a faixa Liberta (parceria com Habacuque): “Um ardor que me faça que me faça abandonar/meu vício de te pertencer refúgio para ir onde quiser/ou só me libertar/fugir da mania de você”. A música teve direito a vídeo, dirigido por Luan Cardoso, que traça um retrato de um cotidiano de um casal que não consegue se comunicar, com participação de Felipe S, que comenta: “A música nasceu numa tentativa de falar sobre uma relação que você quer sair e não consegue”. Liberta é uma balada melodiosa, guitarras com timbre de western spaghetti, e participação da cantora paulista Barbarelli.

Viabilizado por uma campanha de financiamento coletivo, a popular “vaquinha”. Feito, lembra Felipe S, lentamente: ““ Nesse disco eu quis construir as músicas de uma forma minuciosa. O fato de não botar um prazo para o lançamento foi para buscar esgotar a lapidação da produção. Escolher as músicas que eu mais gosto tentando criar uma unidade entre elas. Desde o começo tentei criar uma sonoridade com poucos instrumentos e também quis trazer o minimalismo para o projeto gráfico. “Minha ideia para a capa era criar um símbolo que fosse fácil de reproduzir, não à toa o disco pra mim são músicas de lamento pois reflete bem esse período que vivemos.”

Felipe S, da Mombojó, lançou nesta sexta-feira, 8 de outubro, nas plataformas digitais Espelhos, segundo álbum solo, que começou a ser gravado  no estúdio Trampolim, em São Paulo, entre janeiro de 2018 e julho de 2919 (terá versão física pela Zenyatta Records). Foi criado, pois, num clima pesado de polarização política no país, e teve lançamento adiado por conta da pandemia, as oito canções (de 13 gravadas), portanto, refletem estes dois episódios.

Ambos  causaram reações diversas nas pessoas, em Felipe S foi levado à reflexão. O disco abre com sons de respiração, a introdução de Umbigo Digital (parceria com Cristiano Lenhardt), e participação da cantora Juçara Marçal, incitamento a insurreição à inteligência artificial: “Não atualize o seu sistema/não aceite a nova versão/compactaram a minha vida num algoritmo frágil e é tarde demais”.  Canção seguinte aborda mais uma vez o tema. Onde termina o humano e começa a máquina? Caímos de cabeça no futuro e não anos avisaram. A Hanson Robits, em 2017, construiu um andróide, Sofia, difícil de se distinguir de uma humana. Foi dotada de 62 expressões faciais, já participou de debate nas Nações Unidas, e ganhou nacionalidade da Arábia Saudita.

Mas Espelho não é um disco conceitual versando sobre a humanidade versus robôs. Nem tão introspectivo. Violento Monumento, uma das melhores faixas do álbum, evoca a violência que paira no ar, começa discursivo, de repente, irrompe uma levada de maracatu de baque solto, com o final thrash metal. Emenda com Atlântico Várzea, em que ele e Otto (parceiro na música) retomam viagens de outrora no busão, percorrendo um itinerário em que a linha mestra vai da Várzea, subúrbio recifense, em que Otto morou, e Jardim Atlântico, bairro olindense, em que viveu Felipe S. Do maracatu para um reggae. A contraposição entre o passado, que geralmente só traz de volta momentos felizes, e os tristes tempos atuais.

Mas também há canções que se referem a relações pessoais, no caso, a faixa Liberta (parceria com Habacuque): “Um ardor que me faça que me faça abandonar/meu vício de te pertencer refúgio para ir onde quiser/ou só me libertar/fugir da mania de você”. A música teve direito a vídeo, dirigido por Luan Cardoso, que traça um retrato de um cotidiano de um casal que não consegue se comunicar, com participação de Felipe S, que comenta: “A música nasceu numa tentativa de falar sobre uma relação que você quer sair e não consegue”. Liberta é uma balada melodiosa, guitarras com timbre de western spaghetti, e participação da cantora paulista Barbarelli.

Viabilizado por uma campanha de financiamento coletivo, a popular “vaquinha”. Feito, lembra Felipe S, lentamente: ““ Nesse disco eu quis construir as músicas de uma forma minuciosa. O fato de não botar um prazo para o lançamento foi para buscar esgotar a lapidação da produção. Escolher as músicas que eu mais gosto tentando criar uma unidade entre elas. Desde o começo tentei criar uma sonoridade com poucos instrumentos e também quis trazer o minimalismo para o projeto gráfico. “Minha ideia para a capa era criar um símbolo que fosse fácil de reproduzir, não à toa o disco pra mim são músicas de lamento pois reflete bem esse período que vivemos.”

Nascidas nesta época nublada, as canções têm o sentimento pesaroso do blues, traduzida com precisão na faixa final, Pela Janela: “o som de carro se confunde com o de ondas/o som de moto é difícil se iludir/cachorros latem reivindicam seu espaço/e as buzinas não vão cessar”, versos do isolamento, feito fosse a atualização da terra desolada de T.S Elliot, terminando com um toque de otimismo, em solos de uma guitarra de som limpo, numa levada meio Samba Pa Ti (da Santana Band).

O disco foi produzido por Habacuque Lima, que tocou no disco com Arquetipo Lima, com participações de Mestre Nico, Homero Basílio (percussão em Vento e Fogo), mixagem de Arthur Dossa (The Raulis), masterização de Arthur Joly.

Nascidas nesta época nublada, as canções têm o sentimento pesaroso do blues, traduzida com precisão na faixa final, Pela Janela: “o som de carro se confunde com o de ondas/o som de moto é difícil se iludir/cachorros latem reivindicam seu espaço/e as buzinas não vão cessar”, versos do isolamento, feito fosse a atualização da terra desolada de T.S Elliot, terminando com um toque de otimismo, em solos de uma guitarra de som limpo, numa levada meio Samba Pa Ti (da Santana Band).

O disco foi produzido por Habacuque Lima, que tocou no disco com Arquetipo Lima, com participações de Mestre Nico, Homero Basílio (percussão em Vento e Fogo), mixagem de Arthur Dossa (The Raulis), masterização de Arthur Joly.

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