Alceu Valença lança Senhora Estrada, terceiro disco em 2021

Alceu Valença arquitetou quatro discos durante a pandemia, projetos básicos, releituras, de sua vasta obra. Sem Pensar no Amanhã, Saudade, foram lançados em 2021. Nesse final de semana lançou o terceiro deles, Senhora Estrada, que seria o último na fila. Antes dele sairia um disco com o guitarrista Paulo Rafael, uma parceria de 46 anos terminada com o falecimento do músico em agosto de 2021.  Senhora Estrada puxa pro lado junino embutido na música de Alceu. Não por acaso, o cantor encontra-se num milharal na foto da capa do álbum. Música junina confunde-se com Luiz Gonzaga, estilizador dos vários ritmos nordestinos, compreendidos no coletivo forró.  Pondo-se na balança Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro e a influência em Alceu Valença, o prato pende pra Seu Luiz e seu rolo compressor de baiões, xotes, xamegos, xaxados e vários outros. Jackson do Pandeiro está mais presente em Alceu Valença, e toda uma geração de vozes da MPB, pela interpretação original, de divisões inusitadas, como se ele cantasse toda música como se fosse frevo.

Em Senhora Estrada (Deck Discos), Alceu, com um banquinho e um violão, abre o repertório com Pau de Arara (1952, de Luiz Gonzaga e o igualmente pernambucano Guiam de Moraes, originalmente um maracatu). Segue com o xote Sala de Reboco (1965) do paraibano Zé Marcolino, grande compositor, subestimado, da música brasileira, e daí para a autoral Pé de Rosa, de duas décadas atrás (do Forró Lunar).  Das onze faixas, ele selecionou quatro canções manjadas, frequentes em seu repertório de palco, Cabelo no Pente (com Vicente Barreto),  Vai Chover (com Herbert Azul), Pelas Ruas Que Andei, e Coração Bobo.  Uma única inédita, Senhora Estrada, feita para o filme A Luneta do Tempo.

Com uma carreira fonográfica que completa 50 anos em 2022, ele tem à disposição um fornido baú de músicas, muitas delas que não canta há anos, e neste Senhora Estrada apanha algumas dessas, feito Depois do Amor, do álbum Embolada do Tempo, de 2005, ou Flor de Tangerina, do disco De Janeiro a Janeiro, de 2002. Mas mesmo que fosse um disco inteiro de sucessos não faria muita diferença porque Alceu recria cada faixa, mexendo na melodia ou no andamento. A citada Flor de Tangerina, por exemplo, um xote, ganha ares de fado. O formato voz e violão enfatizam tanto letra quanto melodia, itens em que Alceu Valença é mestre. Senhora Estrada foi produzido por Alceu e Rafael Ramos, foi lançada em formato digital, mas terá disco físico.

Alceu Valença arquitetou quatro discos durante a pandemia, projetos básicos, releituras, de sua vasta obra. Sem Pensar no Amanhã, Saudade, foram lançados em 2021. Nesse final de semana lançou o terceiro deles, Senhora Estrada, que seria o último na fila. Antes dele sairia um disco com o guitarrista Paulo Rafael, uma parceria de 46 anos terminada com o falecimento do músico em agosto de 2021.  Senhora Estrada puxa pro lado junino embutido na música de Alceu. Não por acaso, na capa o cantor encontra-se num milharal (foto de Yanê Valença). Música junina confunde-se com Luiz Gonzaga, estilizador dos vários ritmos nordestinos, compreendidos no coletivo forró.  Pondo-se na balança Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro e a influência em Alceu Valença, o prato pende pra Seu Luiz e seu rolo compressor de baiões, xotes, xamegos, xaxados e vários outros. Jackson do Pandeiro está mais presente em Alceu Valença, e toda uma geração de vozes da MPB, pela interpretação original, de divisões inusitadas, como se ele cantasse toda música como se fosse frevo.

Em Senhora Estrada (Deck Discos), Alceu, com um banquinho e um violão, abre o repertório com Pau de Arara (1952, de Luiz Gonzaga e o igualmente pernambucano Guiam de Moraes, originalmente um maracatu). Segue com o xote Sala de Reboco (1965) do paraibano Zé Marcolino, grande compositor, subestimado, da música brasileira, e daí para a autoral Pé de Rosa, de duas décadas atrás (do Forró Lunar).  Das onze faixas, ele selecionou quatro canções manjadas, frequentes em seu repertório de palco, Cabelo no Pente (com Vicente Barreto),  Vai Chover (com Herbert Azul), Pelas Ruas Que Andei, e Coração Bobo.  Uma única inédita, Senhora Estrada, feita para o filme A Luneta do Tempo.

Com uma carreira fonográfica que completa 50 anos em 2022, ele tem à disposição um fornido baú de músicas, muitas delas que não canta há anos, e neste Senhora Estrada apanha algumas dessas, feito Depois do Amor, do álbum Embolada do Tempo, de 2005, ou Flor de Tangerina, do disco De Janeiro a Janeiro, de 2002. Mas mesmo que fosse um disco inteiro de sucessos não faria muita diferença porque Alceu recria cada faixa, mexendo na melodia ou no andamento. A citada Flor de Tangerina, por exemplo, um xote, ganha ares de fado. O formato voz e violão enfatizam tanto letra quanto melodia, itens em que Alceu Valença é mestre. Senhora Estrada foi produzido por Alceu e Rafael Ramos, foi lançado em formato digital, mas terá disco físico.

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