Deep Purple vai ao passado com disco de covers

Embora não seja exatamente uma banda de heavy metal, a Deep Purple é um dos grupos preferidos pelos headbanger, poucos se lembram que no início da carreira, o grupo frequentou as paradas com gravações de sucessos alheio, incluindo Help, dos Beatles, ou River Deep Mountain High (Phil Spector, lançado por Ike & Tina Turner). O Deep Purple só caiu no hard rock depois da entrada de Ian Gillan e Roger Glover, no álbum Deep Purple in Rock, de 1970.

Como todo ser vivente no planeta Ian Paice, Steven Morse, Ian Gillan, Airey Donald e Roger Glover, foram abalados pelo corona vírus. Na estrada desde meados dos anos 60, os macróbios roqueiros foram obrigados a dar uma parada. Em 2020, lançaram um álbum de estúdio, Woosh, produzido por Bob Ezrin, um dos mais requisitados dos anos 70. Neste 2021, mandavam ver, em agosto, um álbum ao vivo, no Hammersmith Apollo, em 2002. O último show com Jon Lorde nos teclados.

Agora o Deep Purple traz ao público o seu álbum pandêmico, Turning to Crime, que deve surpreender os fãs. Este álbum é, mais ou menos, o Pin Ups do grupo. Em 1973, David Bowie teve uma precoce laivo nostálgico e fez um disco de covers de hits dos anos 60. A pandemia remeteu o pessoal do Deep Purple aos velhos tempos, e o resultado foi um disco de covers, com canções americanas e inglesas, produzidos também por Bob Ezrin.

O repertório é curioso, e atira para todos os lados. Vai de White Room (Cream), e Rockin’ Pneumonia and the Boogie Woogie Flu (Huey “Piano” Smith), Watching The River Flow (Bob Dylan) e 7 and 7 is (Love), Lucifer (Bob Seger), Shape of Things (Yardbyrds), na faixa que fecha o disco reunem cinco clássicos dos anos 60, não como um pot-pourri, mas todas juntas e misturadas: Green Onion (Booker T and The MGs), Goin Down (Jeff Beck Group), Hot ‘Lanta (Allman Brothers), Dazed and Confused (Led Zeppelin), e Gimme Some Lovin’ (Spencer Davis Group).

Não é, certamente, o disco do Deep Purple que o fã de carteirinha esperava, mas mesmo sendo uma curtição pessoal dos caras, a interpretação tem a marca sonora da banda, e Ian Gillan com voz para cantar qualquer tipo de música, continua sendo um dos mais completos vocalistas do gênero. Por fim, mas não menos importante, é um álbum divertido, e duvido nada que role um segundo volume. Quando se faz um projeto desses, geralmente, se gravam muito mais músicas do que cabe num disco, e neste entrou uma dúzia.

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