Elis, Essa Saudade: coletânea com raridades antecipa 40 anos sem Elis Regina

Dia 19 de janeiro de 2022 é aniversário de 40 anos de morte de Elis Regina, um mito que resiste ao tempo como nenhuma estrela antes na música popular brasileira. Nem mesmo Carmem Miranda, com seu imenso sucesso internacional no cinema americano. A Warner Music antecipa-se à data redonda com o álbum Elis, Essa Saudade, uma coletânea, com 16 faixas, que procura ir além da compilação de gravações memoráveis da cantora. Com seleção assinada por Danilo Casaletti e Renato Vieira, Elis, Essa Saudade, deixa de enfatizar canções muito manjadas, embora traga algumas, claro. O Bêbado e o Equilibrista abre o repertório. Mas traz pérolas menos tocadas feito Corsário (João Bosco e Aldir Blanc), ou raridades fisgadas nos arquivos da gravadora.

Uma delas é Pequeno Exilado (Raul Ellwanger/Luiz Coronel), de 1980, extraído do álbum do gaúcho Raul Ellwanger, que teve Elis como convidada. O disco está há décadas fora de catálogo. Também no item raridades, Alô Alô Marciano (Rita Lee/Roberto Carvalho), na versão saída em compacto, diferente da que está no álbum Saudades, de 1980. Esse compacto tem no lado B a obscura No Céu da Vibração, homenagem ao médium Chico Xavier, composta por Gilberto Gil. Sacada do álbum Elis, Essa Mulher, Velha Arvoredo (Paulo César Pinheiro/HélioDelmiro) teve lançamento póstumo, num álbum saído pela Som Livre em 1984, mas ainda tem sabor de inédita.

Os fonogramas são da fase final de Elis, basicamente dos álbuns lançados pela Warner, gravadora que trocou pela Phillips, de quem foi contratada de 1965 a 1978. Antes da Phillips esteve na Continental, e CBS pelas quais gravou uatro álbuns de repertório atabalhoado entre os boleros e o rock infanto-juvenil. Meras curiosidades. Enquanto essas gravações da Warner trazem Elis no apogeu, fazendo o que quer com a voz. Em Corsário canta o tempo inteiro com a voz num tom altíssimo, enquanto em Alô Alô Marciano faz firulas com a voz, ri, estende frases, é Pelé e Garrincha ao mesmo tempo. Viva Elis!

2 comentários em “Elis, Essa Saudade: coletânea com raridades antecipa 40 anos sem Elis Regina

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  1. Elis Regina é uma dessas cantoras raras que só surgem de século em século, assim como um grande compositor, cineasta, ator, atriz, dançarino.

    Agora a mediocridade é feito grão de areia da praia. Teremos como exemplo as duplas sertanejas, o lixo do lixo, do lixo…

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