Bob Dylan filosofa sobre música popular, e brasileiro filosofa sobre Bob Dylan

O filósofo e escritor Daniel Lins, com doutorado na França, alunos de Deleuse, acompanhou cursos de Lévi-Strauss e Foucault, lançou em 2017 o livro Bob Dylan – A Liberdade que Canta (Editora Ricochete), espécie de biografia filosófica do roqueiro Prêmio Nobel de Literatura, com introdução do filósofo francês Jean-Luc Nancy. À medida que narra episódios da vida de Dylan, associa fatos a canções, analisa letras, aprofunda-se nelas, cita muitas obras, comentários de músicos que tocaram com ele, ou pessoas que o conheceram. Daniel Lins transcreve trechos de Tarântula, livro que Bob Dylan lançou nos anos 60, ou o mais recente autobiográfico Crônicas: Volume 1.

 Uma maneira original, não linear, de contar a história de um compositor, cujas letras vão além do poema. Dylan é inegavelmente um ótimo escritor, mas ainda preocupado com o formato do que escreve, de achar que “uma única sílaba pode estragar uma letra”. Daniel Lins, numa próxima edição de A Liberdade que Canta poderá usar o que apreendeu de The Philosophy of Modern Song, livro que Dylan escreve desde 2010, e que chega às livrarias em 8 de novembro. São 60 ensaios sobre canções de outros compositores, Stephen Foster, Elvis Costello, Hank Williams, entre outros. O primeiro livro de Bob Dylan em 18 anos.   

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