Crônica: Do bofetão de Will Smith ao inovador ménage à trois em condição de rua

O tabefe que Will Smith deu na fachada de Chris Rock, que eu achei que fosse um roqueiro, é o assunto mais falado em Pixoxó do Miririm e no restante do universo. Busquei no Google e encontrei 399 milhões de resultados para essa reação, que poderia ter como trilha Esse Cara Sou Eu, do Rei Roberto, o melô do relacionamento tóxico. Não vi a cerimônia do Oscar. Pra mim aquilo e o Troféu Imprensa, de Silvio Santos, são tudo a mesma murrinha. Bregueços a que nunca assisti: BBB, corrida de fórmula 1 e cerimônia do Oscar.

Embora sendo contra a violência em qualquer ser vivente, homem, mulher, menino, cachorro, seriema, peba, e demônio-da-Tasmânia, confesso que dei ponto à porrada de Will Smith. Porém, por uma causa maior do que a de defender a sinhôra dele do bullying. A intempestividade de Smith surtiu o efeito de afastar o marasmo, o bolor, de uma cerimônia que, há décadas, não vai além do chá de camomila. Acho que a última vez que houve animação ali foi em 1973, quando Marlon Brando mandou uma ativista índia, Sacheen Littlefeather, receber, ou recusar, não me lembro. sua estatueta pelo O Poderoso Chefão. Parece-me que, doutra feita, o que acordou a plateia foi um sujeito que cruzou o palco pelado.

Falava com uma amiga nesta segunda feira da vontade de morar em Portugal, país pelo qual ela é fissurada. Isto cá é um livro escrito por Lewis Carroll, o de Alice no País das Maravilhas. O que você pode esperar de Carrol é sempre o inesperado. O Brasil é assim. Feito esta do sem teto que foi violentado por uma moça, e ainda apanhou do marido dela. Cadê manifestações, passeatas no Instagram? Uma amiga, que já mora no exterior, sabe mais do que eu sobre essa ménage à trois em condição de rua. A notícia correu mundo.

Enfim, é esperar que num festival de cinema nacional não se repitam porradas em bochechas alheias. Se bem que pelo nível a que este país chegou, não será bolacha na bochecha, mas chute no ovo.

2 comentários em “Crônica: Do bofetão de Will Smith ao inovador ménage à trois em condição de rua

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  1. Excelente crônica, Teles!

    Seu estilo cômico nos faz bem, principalmente nesse caso, onde são misturados acontecimentos inesperados do cotidiano na entrega do Oscar (o tabefão de Will Smith), às brigas de rua dos moleques por um pouco de cola para se lombrar.

    Gostaria que o nobre escrevinhador, ex Papa-Figo da gema, nos trouxesse notícias do genial cantor brega Roberto Muller.

    Forte abraço.

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