Geraldo Freire chega às telas do cinema no doc O Comunicador da Maioria, de Amaro Filho

Depois do livro O Que Eu Disse e o Que me Disseram, biografia escrita com Eugenio Jerônimo, a vida do radialista Geraldo Freire chega às telas nesta quinta-feira, no Cine São Luizo com o documentário O Comunicador da Maioria, com roteiro e direção de Amaro Filho, da produtora Página 21. A sessão de hoje, 14 de abril, para convidados. Amanhã, sexta-feira, a sessão será aberta ao público. Ambas as sessões têm início às 20h.

Líder de audiência nas emissoras pelas quais passou, Geraldo Freire milita no rádio pernambucano desde fins dos anos 60. Seu estilo largado e envolvente, papo de derrubar avião com políticos e entrevistados, politicamente incorreto, e espirituoso fizeram dele um dos mais importantes nomes da história da  comunicação do país.

Sua história é meio dickensiana (de Charles Dickens, escritor inglês do século 19). Veio de Pesqueira, no Agreste pernambucano, com nove anos de idade, sozinho num trem.

Chegou à noite na estação ferroviária. O destino era Água Fria, onde morava uma tia. Pegou o ônibus errado e foi bater na Várzea. Por sorte, o motorista era gente boa, e o ensinou a como voltar e pegar o ônibus. Acertou o caminho. Bateu na porta da casa dos parentes tarde da noite. Na manhã seguinte já saiu pra procurar emprego.  O resto tá no documentário de Amaro Filho:

“Em 2015, fizemos uma longa entrevista com Geraldo, que serviu para alinhavar todo o filme”, conta Amaro Filho, acrescentando que em princípio o homenageado se mostrou reticente com a ideia. “Ele ficou meio assustado e  disse que essa história de tributo em documentário é pra quem vai morrer ou já morreu”.

 Geraldo, entretanto, acabou topando a empreitada diante do apoio dos amigos.  “Entre os maiores incentivadores está o jornalista Evaldo Costa que comprou a ideia e nos apoiou em tudo”, relembra o diretor, que levou sete anos para concluir doc (com 60 minutos de duração) de O Comunicador da Maioria.

Geraldo Freire, portanto, já tem livro, filme, fica faltando o disco o que, aliás, falta pela metade. Ele compôs xotes gravados por Flávio José, Maciel Melo ou Daniel Bueno.

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