Norah Jones lança edição turbinada do álbum Come Away With Me, que completa 20 anos

Come Away With Me, de Norah Jones foi o último espasmo do disco físico como espinha dorsal, razão de ser, da indústria fonográfica. Lançado em 2002, o álbum vendeu 23 milhões de cópias, dez milhões nos EUA. Estima-se que, em 2016, tenha passado dos 30 milhões. Foi vitorioso em cinco categorias na edição 2003 do Grammy, e passou 164 semanas no paradão dos 200 álbuns da Billboard. Norah Jones, claro, não repetiu o feito, mas se firmou como estrela. Come Away With Me completa 20 anos e ganha edição superdeluxe, com três CDs, ou quatro LPs. Seu equilibrado repertório de pop, blues, jazz, com pequenas dosagens de country, é perfeito para quem aprecia música refinada e sem complicações, o que chamam de easy listening, ou de fácil escuta, um clássico nesse subgênero.

Easy listening não significa exatamente música de coquetel, embora até se preste a isto. Norah Jones gravou o álbum em três estúdios em Nova Iorque, com um time de craques, integrado por nomes feito o guitarrista Bill Frisell, a violinista Jenny Scheinman (que tocou com Lou Reed), ou o organista Sam Yahel. As canções vieram de fontes variadas. De standards como The Nearness of You (Hoagy Carmichael), Cold Cold Heart (Hank Williams), Turn me On (J.D Loudermilk, compositor de The Road Hog, o original de O Calhambeque de Roberto Carlos)  de autores contemporâneos, Jesse Harris é autor de Don’t Know Why, um dos hits do disco, e da própria Norah Jones.

 A reedição turbinada contém as primeiras gravações demo, produzidas para divulgar o trabalho da cantora junto às gravadoras. As mesmas que levaram a Blue Note a contratar Norah Jones, mesmo que ela não seja estritamente do jazz. A caixinha contém 22 faixas inéditas, com sobras, versões alternativas, e mais demos. O álbum original, produzido por Craig Street, ganhou nova mixagem do especialista Tony Maserati.

Como em quase todas as reedições turbinadas, as faixas adicionais são de interesse mais de completistas, fãs da cantora. Vale a pena ouvir de novo Come Away With Me, com um repertório ideal para um domingo modorrento, de céu meio cinzento.   

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