30 anos do manguebeat tem show em São Paulo, e ciclo de conversas, com exposição, no Recife

Nessa sexta-feira, 27 de maio, no Vibra Open Air, em São Paulo vai rolar um show que deveria acontecer no Recife: o MangueFonia, uma celebração aos 30 anos do movimento mangue, contados a partir do manifesto escrito por Fred Zeroquatro e distribuído à imprensa em 1992.

Ironicamente, o Nação Zumbi deu uma parada exatamente no ano da efeméride, mas parte dos integrantes estará no show que, aliás, foi idealizado, e dirigido, por Alexandre Dengue e Jorge du Peixe, respectivamente baixista e vocalista do NZ. Estarão no projeto também os percussionistas Toca Ogan, Marcos Matias, e Gustavo da Lua.

O MangueFonia terá Otto, Fábio Trummer, Vicente Machado (Mombojó), Fred Zeroquatro, Siba Veloso, Cannibal e Neilton (Devotos).

DEBATES

A propósito, estarei na Fundaj, do Derby, participando de uma mesa de debates com Cannibal, mediada por Paul André Pires, no dia 06 de junho, das 14h às16h30. O papo faz parte da programação de um Ciclo de Conversas que vai até 27 de junho. No mesmo dia 6, será inaugurada a exposição “Pernambuco embaixo dos pés e minha mente na imensidão”, que ficará aberta ao público até o citado 27 de junho, na Sala de Leitura Nilo Pereira.

Pela importância do manguebeat, não apenas para Pernambuco, mas para o país inteiro, o movimento deveria ser mais badalado aqui no Recife, ou em Olinda. Até então, Pernambuco só aparecia na imprensa nacional quando acontecia alguma catástrofe. A partir do reconhecimento nacional, e internacional, da música que se passou a fazer na cidade (na Região Metropolitana), o Recife entrou no mapa da música mundial. Até início dos anos 2000, a cidade era visitada por jornalistas, universitários, pesquisadores, por causa do manguebeat. O New York Times mandava jornalistas de cultura cobrir o Abril pro Rock. A efeméride dos 30 anos (na verdade começou pelo dois anos antes), merecia, pelo menos, um showzaço no Marco Zero, até para atrair a geração mais jovem, nascida neste século para este capítulo importantíssimo da cultura pernambucana, e brasileira. Mas até dá pra entender o show em São Paulo. Boa parte dos que fizeram o movimento moram lá.

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