Daniel Gonzaga lança disco com a música da família Gonzaga, mas não do tio Zé Gonzaga

Filho de Gonzaguinha, neto de Luiz Gonzaga, Daniel Gonzaga já tem uma carreira relativamente longa, iniciada em 1996, ano do seu álbum de estreia, Sob o Sol (Velas), e que já contabiliza sete discos e um DVD. Embora sua carreira nunca tenha alçado voos mais altos, Daniel compôs várias trilhas para cinema e teatro, além de integrar a ala de compositores da Estácio de Sá, que já desfilou com samba de sua autoria. Desde 2008, com o CD Comportamento Geral (Biscoito Fino), Daniel Gonzaga não lançava discos. Nesse, o repertório percorre a obra autoral do pai. Em Gonzaga, que aporta nas plataformas de música para stream nessa sexta-feira, 22 de julho, ele canta um repertório com composições suas, e de Gonzaguinha e Gonzagão. O álbum é registro de uma apresentação no Circo Crescer e Viver, no Rio, em 2015.

Em tempo, Daniel deixa de fora o tio Zé Gonzaga (1921/2002), que foi bastante popular nos anos 50, e parte dos 60, embora ofuscado pela grandiosidade do irmão (com quem vivia às turras). Zé é autor de O Cheirinho da Carolina (com Amorim Roxo), Vendedor de Camarão, um dos seus grandes sucesso foi Viva o Rei, composta depois de um acidente de carro sofrido por Luiz Gonzaga, em 1951.

Das 16 faixas, seis são assinadas por Daniel Gonzaga (uma delas, Janela, com Kiko Furtado). incluindo a abertura, Nascimento, um country rock, à Bob Dylan, do disco Areia (2004). As músicas de Luiz Gonzaga (e parceiros) são quase todas grandes sucessos, com exceção do instrumental Pé de Serra, composta apenas por ele, e uma de suas primeiras gravações, feita há 80 anos.

Em Espere por Mim Morena ele tem como convidada a irmã, Nanan Gonzaga. No sambão o Que É, O Que É, Daniel recebe Paulinho da Viola e João Rabello, e em Festa, o convidado é Marcos Trança. As três composições são clássicos da obra de Gonzaguinha. Daniel Gonzaga tem timbre de voz muito parecido com o do pai, cresceu e conviveu com a música do pai e do avô desde sempre (está com 47 anos), e sabe como interpretá-las bem.

Um repertório equilibrado, e um lançamento até oportuno. Pelo valor das liberações dessas composições para regravações as editoras cobram uma fortuna, sobretudo às músicas gravadas por Luiz Gonzaga, cujo valores só estão ao alcance de intérpretes consagrados, a exemplo de Gilberto Gil, que constantemente recorre a Gonzagão. No Nordeste, Luiz Gonzaga é muito cantado nos palcos, e cada vez menos gravado em estúdios. A maioria dos que o gravam, o fazem em CDs queimados, artesanais, que não pagam direitos autorais.    

Gonzaga terá também álbum vídeo, que a Biscoito Fino disponibiliza no dia 23 de julho, no canal da gravadora no Youtube.

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