TBTelestoques: A moça que mostrou a calcinha ao juiz em plena corte pra não ir pro xilindró por indecência

Não, a foto não é um flagrante de desrespeito a um juiz, em plena corte, por uma moça que considera que a justiça brasileira está indo longe demais. É de 1983. O episódio aconteceu em Tampa Bay, Flórida. A jovem não ofende o magistrado. Pelo contrário, exibe-lhe a prova de sua inocência. Os recorrentes ataques ao STF me fez lembrar da foto, um clássico.

Os Estados Unidos são complicados, e ainda mais em relação às leis. Em Tampa há muitos bares de strippers, e muitas leis insanas tentando regular o negócio. Por exemplo, na supracitada cidade não se pode beber se o strip for de nu total. Porém, se as moças estiverem com os mamilos e a perseguida cobertas, nem que seja com um adesivozinho, pode-se atolar o pé na jaca etílica.

No ano da graça de 1983, um prefeito, ou o equivalente à câmera de vereadores de Tampa, cismaram de não mais permitir nu explícito em bares onde as moças dançam sobre mesas, e depois chegam juntos dos clientes para descolar uma graninha. Denunciaram que as mulheres de um determinado clube da cidade estavam mostrando mais do que o permitido. Elas se apresentavam de top, e shortinho, estes últimos suficientemente curtos para mostrar as calcinhas quando se curvavam com o bumbum virado pra plateia.

Para conferir a veracidade da denúncia, dois policias à paisana foram ao clube. Quando deram as costas pra plateia de traseiros pra cima. Os canas enquadraram três meninas por indecência. O advogado delas sugeriu que o juiz permitisse que as acusadas dançassem no tribunal com os mesmos trajes que usaram no clube. O meritíssimo não aceitou. Ele então pediu que as deixassem ser fotografadas na posição considerada imoral pelos policiais, para provar que não expunham as partes íntimas. O juiz David Demers retrucou que aceitava as fotos, mas que fossem tiradas diante dele, na corte.

Um fotógrafo chamado Jim Damaske foi avisado por uma pessoa que trabalhava no tribunal, correu pra lá e bateu a chapa histórica, que ilustra a postagem. E as moças ganharam a causa. Anos depois, o Juiz Demers contou que procurou ficar impassível e imóvel até o fim da mostra da prova. Qualquer gesto facial que fizesse poderia ser entendido como uma reação ao bumbum da moça  e ser usado contra ele.

Depois desta vamos parar de dizer “Só no Brasil”, e começar um “Nem nos Estados Unidos”.

A foto, de Jim Damaske, reproduzida do link: https://seanjkernan.medium.com/ 

 

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