TBtelestoques: 30 anos do disco mais elogiado, e de maior sucesso da carreira de Eric Clapton

Iniciado em 1989, o projeto Unplugged (Desplugado) da MTV foi um dos seus mais bem sucedidos programas quando a música era o principal prato do cardápio da emissora. Aqui no Brasil foi chamado de Acústico MTV, mas nas primeiras edições os artistas tocavam também instrumentos elétricos, porém sem amplificadores. Paul McCartney estabeleceu o formato, em 1991, tocando sem nada ligado na tomada, num disco considerado um dos melhores do projeto.

O Unplugged servia como uma espécie de teste para se saber se a canção se sustentava sem a massa sonora que a encorpava no disco. Num 25 de agosto, 30 anos atrás, foi ao ar o mais bem-sucedido dos programas da série. O Eric Clapton MTV Unplugged, lançado em CD e DVD. O Unplugged tem Eric Clapton na encruzilhada. Com apenas 45 anos, repensando a carreira, diante de uma mudança radical que se processava na música popular, cada vez distanciada dos anos 60. Ao mesmo tempo, o guitarrista, compositor e cantor inglês ainda se recuperava da grande tragédia de sua vida, a morte do filho, caído do 53º andar do prédio em que o garoto morava com a mãe, a atriz italiana Lory del Santo, em Nova Iorque.

O MTV Unplugged de Eric Clapton é tão blues, quanto Layla, de 1970. Ele extravasa sua dor na música. Compôs canções inspiradas na perda do filho: Tears in Heaven e Circus Left Town (só a primeira está no Acústico). O álbum tem uma seleção de músicas autorais, entre as quais Layla, e blues que o acompanharam e o influenciaram desde a juventude, cada um interpretado com intenso comprometimento, nessa volta a Big Bill Broonzy, Jesse Fuller, Robert Johnson, Muddy Waters e Bo Diddley. Seus três próximos discos seriam dedicados ao blues.

 A aprovação do público pode ser constatada pelos números. O CD vendeu 26 milhões de cópias (10 milhões apenas nos EUA), deu seis prêmios Grammy a Clapton, incluindo o de Melhor Cantor, e de Álbum do Ano. Um acústico que transcendeu à MTV. No mundo inteiro, artistas passaram a gravar discos desplugados. No Brasil não foi diferente, a partir daí foram gravados uma grande quantidade de acústicos, tanto para a MTV, quanto em outros projetos, e por artistas de todos os nichos, de Os Titãs a Amado Batista ou Mastruz com Leite. Até cantor de barzinho fez o seu acústico.

Para celebrar a efeméride, o disco foi relançado nesta quinta-feira, com um upgrade no som com o de mais novo que existe nos estúdios americanos, realçando e tirando impurezas dos instrumentos. Três décadas depois este álbum não perdeu o frescor, apesar de Eric Clapton atual não ser mais unanimidade entre os admiradores.

     

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