Skank oferece a saideira hoje no Classic Hall em Olinda

O Skank aterrissa neste sábado, 15 de outubro,  às 21h30, no Classic Hall, em Olinda, com a turnê em que comemora 30 anos de carreira, e anuncia que dará uma parada por tempo indeterminado. Segue a máxima de Neil Young: melhor pegar fogo, do que queimar devagarinho (numa tradução livre, para it’s better to burn out, than fade away). A decisão de Samuel Rosa (guitarra e voz), Lelo Zanetti (baixo), Henrique Portugal (teclados) e Haroldo Ferretti (bateria) aconteceu em 2019, mas foi adiada por conta da pandemia.

O Skank foi o equivalente ao Paralamas do Sucesso para a geração de bandas dos anos 90. Conseguia unir qualidade com popularidade.  Contabiliza nove álbuns de estúdio e mais de 5 milhões de unidades vendidas, além de três álbuns gravados ao vivo e 25 inserções em trilhas sonoras de novelas. Ou seja, hits suficientes para montar um repertório inteiro.

Os ingressos estão quase esgotados, o que ratifica que o grupo continua nas graças dos pernambucanos. Surgido na mesma época em que se fermentava o movimento mangue no Recife e Olinda, o Skank inicialmente era uma banda de reggae, e dance hall, por sinal o nome vem, segundo os integrantes, da canção Easy Skanking, de Bob Marley, mas, não por acaso, “Skunk” é um tipo de cannabis sativa bastante forte. Não por acaso também, o grupo mineiro passa a acrescentar ritmos regionais do seu estado no segundo álbum pela Sony Music, intitulado Calango, o mais tradicionais dos gênero regionais de Minas.

Quando o Skank estreou no Abril Pro Rock, em 1995, vinha embalado pelos hits gerados por Calango: Jack Tequila, Te Ver, e  É Proibido Fumar, de Roberto e Erasmo, esta última gravada originalmente para o disco Rei, tributo a Roberto Carlos, do qual participou a Chico Science & Nação Zumbi, com Todos Estão Surdos. Aliás, os dois grupos fizeram turnê juntos nessa época.

Numa dobradinha com a conterrânea Pato Fu, o Skunk fez um show memorável, na terceira edição do Abril pro Rock, no Circo Maluco Beleza (que funcionava na Avenida Rua Barbosa, na Graças), que também a Jorge Cabeleira e O Dia em que Seremos Todos Inúteis. Quem sabe essa apresentação passe pela cabeça dos integrantes da banda, e eles destilem a mesma energia hoje no palco do Classic Hall? Uma saideira que merece ser degustada.  

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