Janis Joplin e Jorma Kaukonen têm disco de blues lançado com lendárias gravações feitas há 60 anos

Há 60 anos, Janis Joplin, então com 19 anos, conheceu Jorma Kaukonen (futuro guitarrista da Jefferson Airplane e Hot Tuna), numa tertúlia musical, em San Jose, na Califórnia. Ambos no início de carreira. A empatia surgida entre eles levou Janis Joplin a convidar Kaukonen a tocar com ela. Uma parceria que dois anos mais tarde fez dos dois nomes emergentes na música californiana, Em 1964, Janis e Jorma gravaram, sem maiores, pretensões, um som que tiraram na casa do guitarrista, durante um ensaio pra um show. Na época, eles se apresentavam em bares, para pequenas plateia de, em média, 50 pessoas, lembra Kaukonen, ressaltando que nunca fizeram sexo, nem pegavam drogas: “A gente amava música, e sentíamos uma coisa boa um pelo outro”, escreveu.

Essas gravações tornaram-se lendárias, circularam por muito anos em discos bootlegs (fabricados por selos clandestinos, e lançados á revelia dos donos da música). Somente agora, esses blues chegam ao disco oficialmente, com um upgrade na sonoridade, com a marca da Omnivere Recordings. O disco já circula nas plataformas de música digital, e nas lojas físicas. Janis Joplin and Jorma Kaukonen – The Legendary Typewriter Tape: 6/25/64 Jorma’s House aporta nas lojas dia 25 de novembro, em edições bootlegs tem quase sempre o título de Typewriter Tape, ou A Fita da Máquina de Escrever, porque se pode escutar, agora bem menos, o barulho de uma máquina de datilografia em que Margareta, companheira de Jorma Kaukonen, escrevia.   

“isto é na realidade uma janela que dá para um passado mais simples, em que a música era tudo”, escreve Kaukonen no citado texto. Ele não é de falsa modéstia em relação a estas gravações: “São danadas de boas para a idade que a gente tinha”. Um repertório de country blues, voz e violão. Kaukonen já tocava muito bem, saca com perícia as nuances do blues, enquanto Janis já cantava com voz de cascalho, como uma autêntica blueseira do Mississippi, ainda contida, mais intimista. Seu conhecimento do blues já era amplo. Trouble in Mind, uma das faixas é de 1924 (de Richard M. Jones), enquanto Kansas City Blues é de 1927 (de Jim Jackson).

Os dois logo contribuíram para criar e desenvolver o “som de San Francisco” dos anos 60. Seguiram carreiras próprias, mas sempre se encontrando. Estiveram, por exemplo, nos festivais de Monterrey (1967), e o de Woodstock (1969). O lançamento deste disco (também em vinil e CD) coincide com a volta da Hot Tuna à estrada, o projeto paralelo, iniciado em 1969, de Jorma Kaukonen com o baixista Jack Casady (também do Jefferson Airplane)..

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