Pink Floyd lança 18 concertos de 50 anos atrás nas plataformas de streaming sem prévio aviso

18 concertos da melhor e mais cultuada fase do Pink Floyd, de 1972, a era The Dark Side of The Moon, aterrissaram, nesta segunda-feira, 19 de dezembro, nas plataformas para streaming. Não  é  presente  de Natal do grupo aos fãs. É empreitada dos que administram sua obra. Pela lei dos direitos autorais de alguns países europeus, música e registros de shows inéditos e não editados tornam-se de domínio público quando completam 50 anos.
Aí  quem vai faturar  com este material  são os selos que comercializam discos e vídeos bootlegs, ou seja, produtos não  autorizados pelos donos das obras. A Itália é um dos países campeões em bootlegs. Se curtem o PF, se avexem e ouçam logo. Na maioria das vezes, material  que está  perigando se tornar domínio público passa pouco tempo nas plataformas. Só  o suficiente pra ser reconhecido como lançamento  oficial. Beatles, Bob Dylan, The Rolling Stones têm feito isto nos últimos anos.
O material liberado pelo Pink Floyd é  interessante porque é o seu álbum mais famoso enquanto obra em progresso. Na turnê de meio  século  atrás o PF testou o repertório de The Dark Side of The Moon nos palcos dos EUA, Canadá, Europa e Japão. As músicas foram sofrendo modificações até os integrantes adentrarem o estúdio, em Abbey Road, em junho de 1972, com os temas super ensaiados e quase todos definidos. Claro, esses shows geraram zilhões de álbuns piratas, de má qualidade sonora. Agora parte deles pode ser escutada com um upgrade.
Se usar o Spotfy, procure Pink Floyd, óbvio, depois álbuns, em seguida compilações, ou “live” e clique em mostrar tudo. Os discos recém-lançados estão lá embaixo da fila. Recomenda-se começar pelo Live at The Rainbow Theatre, London, 17 February 1972.

 Este foi o concerto de estreia da turnê Dark Side of the Moon: A Piece for Assorted Lunatics, e não aberto para o público, uma apresentação especial para a imprensa. O PF toca o repertório completo de The Dark Side of The Moon, quase na mesma ordem em que foi distribuído no disco, porém algumas canções bem diferentes, ainda embriões, sem os muitos efeitos especiais que permeiam todas as faixas interligadas entre si.

The Great Gig in The Sky, uma das mais recheadas de efeitos chamava-se inicialmente The Mortality Sequence.  Uma faixa correlata intitulava-se The Travel Sequence, que continuou intocada, e tocada nos palcos, até perto do final das sessões de gravação, encerradas no inicio de 1973. A chegada ao estúdio de um sintetizador EMS vcs3, rústico para os padrões atuais, e os efeitos que emitia eram exatamente o que o pessoal do Floyd, e o engenheiro de som Alan Parsons, pensavam. Saiu The Travel Sequence, e entrou On the Run. Neste concerti do Rainbow há um tema denominado Blues, que é realmente um blues elétrico, com longos solos de guitarra, o que é até estranho. Embora o nome da banda venha de dois bluseiros, Pink Anderson e Floyd Council, o grupo não era parte do movimento bluseiro inglês. Aliás, nesta faixa o PF lembra o Led Zeppelin, pelo volume e solos da guitarra de David Gilmour.

A rigor, estes shows não serão novidades para os fãs mais empedernidos do Pink Floyd, que colecionam álbuns não oficiais, ou vinil ou CD. Porém não com a qualidade destes concertos. Algumas nem tão boas assim, afinal há 50 anos os equipamentos de palco eram jurássicos. Muito do que se escutava nos discos não podiam ser transpostos para os concertos. Os equipamentos de retorno estavam engatinhando, os vocalistas desafinavam com frequência em shows registrados nesses tempos. Mas é um deleite escutar como se desenvolveu. Em mais ou menos seis meses, a música de um dos álbuns , com licença do clichê, mais “icônicos” da história da música popular do século 20.

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