Belarus aprova lei que permite comercializar, sem pagamento de direitos autorais, músicas e filmes realizados em países “não amigos”.

O estado de beligerância que paira sobre o planeta só aumenta, e agora, envereda pela indústria cultural. Uma lei, assinada pelo presidente de Belarus, Alexander Lukashenko (foto), libera o uso no país, sem pagamento de direitos autorais, de música, filme e outros conteúdo do audiovisual de nações “não amigas”.

Não há uma relação das nações “não amigas”, mas certamente a lei atingirá os países ocidentais, que promoveram sanções contra Belarus, tanto pelas eleições fraudulentas que manteve Lukashenko no poder em 2020 (governa o país desde 1994), quanto ao apoio à Rússia na invasão à Ucrânia.

Belarus é um mercado pequeno para indústria da música e do audiovisual, a maioria dos discos e filmes que circulam por lá vêm de companhia ocidentes com filiais na Rússia. O que se teme é que o país se torne uma espécie de hub da pirataria em grande escala. O pessoal da pirataria pode se instalar em Belarus e distribuir discos e filmes legalmente para a Europa e demais continentes.

Isto já acontece, praticamente legalizado, na Rússia, onde estão sediados, supostamente no Sul do país, serviços de streaming como o FLVTO.biz, ou 2conv.com. Ambos os serviços têm à frente o superpirata Tofig Kurbanov, condenado nos Estados Unidos a pagar uma indenização de 82 milhões dólares pelos danos causados à indústria do entretenimento americana. A pirataria de Kurbanov, num único ano, alcançou 300 milhões de pessoas mundo afora. A maioria da pirataria consumida no Brasil tem origem na Rússia.

Fonte: Billboard

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